terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

" O Reino de DEUS está dentro de nós e ao nosso redor, não em mansões de madeira e pedra."
P.C

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Não posso ser um colecionador de lágrimas//se ao menos as minhas me pertencesse//árido como Atacama//seus olhos meu oásis//.quando chove.tudo flores.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Medicina ou Música?

- Olá, tudo bem?
- Sim, e vc, como vai?
- Vou bem. Me disseram que vc é músico?
- Sim.
- Nossa, e que instrumento vc toca?
- Toco ZABUMBA.
- E toca em quais orquestras?
- Na OSESP e na OSUSP.
- Que beleza, hein? Deve ser cansativo, nao?
- É o trabalho, ne?
- Realmente, admiro vcs músicos, grande profissão essa. Até queria que meu filho fizesse música, mas o garoto nao tem jeito, insiste que quer ser médico ou advogado.
- Ah, hoje em dia é assim, a garotada nao tem jeito. Mas, e vc, o que faz da vida?
- Eu sou médico.
- Jura? Mas como assim?
-Trabalho no Hospital das Clínicas.
- Clínicas, não conheço. E faz o que lá?
- Sou cardiologista.
- Mas vc tem um emprego não tem?
- Então, trabalho no hospital.
- Nas horas vagas?
- Não. Esse é o meu emprego.
- Mas ganha pra isso?
- Ganho sim, dá pra viver.
- E vc não estudou?
Não quis saber de faculdade?
- Estudei, fiz faculdade de medicina.
- Ah, é? Não sabia que tinha. Que interessante. Sabe, eu fui médico amador quando era jovem, uma vez fiz até uma operação num rapaz que tinha sido atropelado. Usei uma flanela de carro pra estancar o sangue e uma faca pra abrir a barriga do rapaz e parar a hemorragia. Eu até gostava, mas nao levava muito jeito pra coisa. E aí minha mãe até disse: "Larga disso, garoto, vai estudar música".
- É, queria ter tido uma mãe assim.

Eu, mim e só.

" Dôo meu prazer em tocar//se não me pertence como posso doar?//Fica as idéias na fábrica da criação//Doara meu coração mais que perfeito"

" Deixa chover. dizem que lava a alma//traga-me então a tempestade//deixa-me banhar//Banhado pelo verdadeiro ouro//Incolor, Inodora e Insípida"

"A serenidade é um estado de espírito//Deixe-se cair, leve e sereno como o orvalho ao tocar a grama//uma prosa nos seus cabelos ao cair do rocio"

“é calor escaldante de inverno//é frio intenso de verão//a temperatura dos corpos quando se atraem, não tem lógica, senão, o poder da paixão”

sábado, 16 de maio de 2009

Eu voltei!

Certamente quando o Júlio (um louco que trabalha comigo) me convidou pra jogar bola, eu pensei em não aceitar, mas fazia um bom tempo em que não mostrava a minha habilidade nas canchas de Curitiba e resolvi encarar. Não escondo que a minha ansiedade pré-jogo estava me incomodando. Estava preocupado em me preparar antes do jogo, correr, não beber, fumar menos e até entrar na academia. Só pensei.
Na sexta feira, dia do jogo, confesso que minha ansiedade aumentava, e o consumo de cigarros também. Então seja o que Deus quiser.
Eu realmente não sabia onde ficava a “quadra” de futebol, mas tinha a impressão que já estive lá. Dito e feito. Chegamos ao local, e a minha memória começou a reviver um presente no passado. Sério, eu já havia jogado, com meu primo e com alguns amigos, mas não lembro contra quem, assim é pedir demais para essa minha mente. Na mesma quadra que um dia eu passei, joguei e encantei os olhos dos espectadores que não entendem nada de futebol, estava rolando uma final de campeonato, digo, dois times pequenos, duelavam uma taça de plástico, parecia um jogo bem disputado, e a rivalidade parecia ser grande também, não sei donde eram os times e tive a impressão que era uma final de cursos faculdades. O que mais me chamou a atenção foram o nomes dos amadores no futsal, na ala tinha um tal de Mandioca (que a meia dúzia da torcida insistia em gritar aipim), havia um vulgo franguinho que por incrível que pareça não era um dos goleiros (não que os goleiros não merecessem tal homenagem), e tinha também um tal Pinto que volta e meia aparecia no jogo, armando e penetrando. É sério gente, esse era alguns dos apelidos dos jogadores, ao menos algo que me prendia a atenção, porque futebol que é bom, nada!
Depois de alguns minutos gritos seriam para o Costela, mas esse é outro caso.
A partida começou às 10 e meia da noite, na noite mais fria do ano em Curitiba. Alguns colegas do trabalho apareceram para prestigiar os amadores, e um deles me ofereceu uma cerveja antes do jogo, e é claro que eu aceitei. Assim que distribuídos os coletes, entramos em formação no campo, e eu perdido. Tomamos logo a iniciativa da partida, fizemos 7 a 0 sem medo, e o adversário nervoso. Num lance importante, eu recebo a bola no meio campo, driblo dois jogadores, lanço o cabeça de área (estilo Romário), ele me devolve e eu capricho pro gol e gol. Depois de dois anos parados, senti novamente o verdadeiro prazer de fazer um gol. OH! ;)
E claro pra terminar fiz mais um. Quase que embaixo do travessão, no cruzamento do Júlio rente a linha de fundo, completei com a perna esquerda (a menos habilidosa), e ela entra sem problema. O tempo insistia pra passar, eu exausto em campo, volta e meia eu sentia o coração na boca, no fígado, na garganta e nas pernas principalmente. Com o time cansado o adversário começou a pressionar e a fazer gols, chegaram a encostar no placar, com 3 gols de diferença, mas a nossa equipe sempre foi mais superior, perdemos muitos gols é claro, enfim, acabou Visitantes 13 x Parolim 8.
Saí carregando o campo nas costas, e as pernas balançavam, pendiam, faltava força, foi duro. Mas segui firme e forte em direção de um outro gol, o banho. E outro gol, minha menina. E outro gol, nossa cama. Já que pela manhã mais fria do ano, tinha que acordar às 7 hrs da manhã. Acordei com um pressentimento que tinha esquecido algo, de fato havia. Esqueci a chave para abrir o parque. Tentei ligar para funcionários que estavam com as chaves e ninguém atendia. Já era de se esperar, às 7 hrs da manhã, num gelo, quase que geada de cortar a pele. Chamei um chaveiro 24 hrs, e ele me cobrou 40 reais para abrir dois cadeados, que ele abriu em menos de um minuto cada um, é sério! Enfim, depois de dois anos sem jogar bola, joguei na noite mais fria do ano. E pra trabalhar no dia seguinte na manhã mais fria do ano, eu paguei 40 reais.
É ou não é de pelar o saco.

PS: Esse texto terminou às 18:48 hrs (no trabalho).

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Little Joy - How to hang Warhol

Little Joy
How to hang a Warhol

Momma, someday you'll be so proud of me
You'll see me hanging in the New York gallery
Someday i'm gonna draw from the left side of my brain
People are gonna ask, 'is it brilliant or plain?
'But as long as I don't know how to hang a Warhol
I keep sketching birds, that are all like herds.
Very simple and true, like, you know, when we doo doo
And if you like them, yeah. But if you don't, stop there'
Cause I really don't care
I said papa someday I'm gonna write a symphony, 48-piece band all dressed up like me
I said, I'll write someday the satyrs of old songsi'm gonna chill the marrow in their bones
But as long as I can't get into Carnegie HallI keep writing songs that are all my own
Very simple and dumb, like I always have done
If you like them, yeahBut if you don't, too bad'
Cause it's all I have
Ever since I met her, I keep thinking'
God, how great it is to play a guitar'
This way I feel that she's always with me'
Cause every other song's telling me that this time
Is about our love

Tradução

Little Joy
Fazer Como Um Warhol

Mamãe, algum dia você terá muito orgulho de mim.
Você me verá expondo na New York Gallery.
Um dia desses eu desenharei com o lado esquerdo do meu cérebro.
Pessoas me perguntarão, "isso é brilhante ou normal?" .
Mas já que eu não sei fazer como um Warhol.
Fico rascunhando pássaros, estão todos em revoadas.
Bem simples e verdadeiros, como, você sabe, a gente faz.
E se você gosta deles, yeahh. Mas se não gosta, pare onde está.
Pois eu realmente não me importo.
Eu disse, papai algum dia vou escrever uma sinfonia.
Banda de 48 peças, todos vestidos como eu.
Eu disse, um dia escreverei sátiras de sons antigos, vou arrepiar as medulas em seus ossos.
Mas enquanto eu não consiga entrar no Carnegie Halleu, fico escrevendo musicas que são todas minhas. Bem simples e tolas, como eu sempre fiz. Se você gosta, yeah. Mas se não gosta, uma pena. Porque isso é tudo que eu tenho.
Desde que eu a conheci, eu fico pensando Deus, como é ótimo tocar violão, dessa forma eu sinto que ela esta sempre comigo.
Por que toda musica está me dizendo que desta vez é sobre o nosso amor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Síndrome dos 30 - Parte Final.


...chegando em Curitiba, tudo para mim era novo. O povo seco, as ruas, os ônibus, as "baladas" (que até hoje eu frequento a mesma). Fiz outras amizades aqui, curitibanos "diferentes", e me diverti um bocado com um deles. Aprontamos tanto que até o diabo duvida.
Demorei pra conseguir um emprego, por falta de vontade, não por menos capacidade. Trabalhei no Paraná Pesquisas quase 10 horas por dia, de Domingo à Domingo, e me divertia quase que sozinho. Depois da época da eleição fiquei ao "relento", e consegui um emprego na Claro, como vendedor, é aqueles que ficam nas lojas em stands. Permaneci um mês e me chamaram pra trabalhar num escritório de contabilidade, na área onde eu tenho o maior tempo de registro em carteira e assim sucessivamente maior "experiência". Nesse meio tempo fui tercerizado numa multinacional, foi engraçado, eu no meio dessas pessoas de outros níveis, não maiores que o meu, mas subtende-se. Um bom aprendizado.
Depois de tudo isso fui pra FAS (Fundação de Ação Social) que deu-se início ao lugar onde me encontro agora. Fiquei quase um ano. Foi um trabalho bem interessante, saí pra dar uma passeada em MG. Resumindo, fui pra Minas, fiquei pro lá 5 meses, voltei. E um amigo me chamou pra fazer parte do Projeto Eco Cidadão, que atualmente estou.
Disso tudo que eu disse, uma das minhas maiores conquistas se chama Nádia. Que eu admirei sem se falar no primeiro e no segunto texto, e começou a fazer parte da minha vida nesse último texto e ...
Desde de um ano e poucos meses atrás, ela faz parte da minha vida e assim será daqui pra frente. E o que vem, só Deus sabe. Mas pretendo na certeza que vamos fazer histórias juntos, com muito amor e paz. Agradeço sempre aos céus a minha sorte. Tenho muita sorte em tudo que faço e tenho. Só tenho agradecer.
Obrigado!