Certamente quando o Júlio (um louco que trabalha comigo) me convidou pra jogar bola, eu pensei em não aceitar, mas fazia um bom tempo em que não mostrava a minha habilidade nas canchas de Curitiba e resolvi encarar. Não escondo que a minha ansiedade pré-jogo estava me incomodando. Estava preocupado em me preparar antes do jogo, correr, não beber, fumar menos e até entrar na academia. Só pensei.
Na sexta feira, dia do jogo, confesso que minha ansiedade aumentava, e o consumo de cigarros também. Então seja o que Deus quiser.
Eu realmente não sabia onde ficava a “quadra” de futebol, mas tinha a impressão que já estive lá. Dito e feito. Chegamos ao local, e a minha memória começou a reviver um presente no passado. Sério, eu já havia jogado, com meu primo e com alguns amigos, mas não lembro contra quem, assim é pedir demais para essa minha mente. Na mesma quadra que um dia eu passei, joguei e encantei os olhos dos espectadores que não entendem nada de futebol, estava rolando uma final de campeonato, digo, dois times pequenos, duelavam uma taça de plástico, parecia um jogo bem disputado, e a rivalidade parecia ser grande também, não sei donde eram os times e tive a impressão que era uma final de cursos faculdades. O que mais me chamou a atenção foram o nomes dos amadores no futsal, na ala tinha um tal de Mandioca (que a meia dúzia da torcida insistia em gritar aipim), havia um vulgo franguinho que por incrível que pareça não era um dos goleiros (não que os goleiros não merecessem tal homenagem), e tinha também um tal Pinto que volta e meia aparecia no jogo, armando e penetrando. É sério gente, esse era alguns dos apelidos dos jogadores, ao menos algo que me prendia a atenção, porque futebol que é bom, nada!
Depois de alguns minutos gritos seriam para o Costela, mas esse é outro caso.
A partida começou às 10 e meia da noite, na noite mais fria do ano em Curitiba. Alguns colegas do trabalho apareceram para prestigiar os amadores, e um deles me ofereceu uma cerveja antes do jogo, e é claro que eu aceitei. Assim que distribuídos os coletes, entramos em formação no campo, e eu perdido. Tomamos logo a iniciativa da partida, fizemos 7 a 0 sem medo, e o adversário nervoso. Num lance importante, eu recebo a bola no meio campo, driblo dois jogadores, lanço o cabeça de área (estilo Romário), ele me devolve e eu capricho pro gol e gol. Depois de dois anos parados, senti novamente o verdadeiro prazer de fazer um gol. OH! ;)
E claro pra terminar fiz mais um. Quase que embaixo do travessão, no cruzamento do Júlio rente a linha de fundo, completei com a perna esquerda (a menos habilidosa), e ela entra sem problema. O tempo insistia pra passar, eu exausto em campo, volta e meia eu sentia o coração na boca, no fígado, na garganta e nas pernas principalmente. Com o time cansado o adversário começou a pressionar e a fazer gols, chegaram a encostar no placar, com 3 gols de diferença, mas a nossa equipe sempre foi mais superior, perdemos muitos gols é claro, enfim, acabou Visitantes 13 x Parolim 8.
Saí carregando o campo nas costas, e as pernas balançavam, pendiam, faltava força, foi duro. Mas segui firme e forte em direção de um outro gol, o banho. E outro gol, minha menina. E outro gol, nossa cama. Já que pela manhã mais fria do ano, tinha que acordar às 7 hrs da manhã. Acordei com um pressentimento que tinha esquecido algo, de fato havia. Esqueci a chave para abrir o parque. Tentei ligar para funcionários que estavam com as chaves e ninguém atendia. Já era de se esperar, às 7 hrs da manhã, num gelo, quase que geada de cortar a pele. Chamei um chaveiro 24 hrs, e ele me cobrou 40 reais para abrir dois cadeados, que ele abriu em menos de um minuto cada um, é sério! Enfim, depois de dois anos sem jogar bola, joguei na noite mais fria do ano. E pra trabalhar no dia seguinte na manhã mais fria do ano, eu paguei 40 reais.
É ou não é de pelar o saco.
PS: Esse texto terminou às 18:48 hrs (no trabalho).
Na sexta feira, dia do jogo, confesso que minha ansiedade aumentava, e o consumo de cigarros também. Então seja o que Deus quiser.
Eu realmente não sabia onde ficava a “quadra” de futebol, mas tinha a impressão que já estive lá. Dito e feito. Chegamos ao local, e a minha memória começou a reviver um presente no passado. Sério, eu já havia jogado, com meu primo e com alguns amigos, mas não lembro contra quem, assim é pedir demais para essa minha mente. Na mesma quadra que um dia eu passei, joguei e encantei os olhos dos espectadores que não entendem nada de futebol, estava rolando uma final de campeonato, digo, dois times pequenos, duelavam uma taça de plástico, parecia um jogo bem disputado, e a rivalidade parecia ser grande também, não sei donde eram os times e tive a impressão que era uma final de cursos faculdades. O que mais me chamou a atenção foram o nomes dos amadores no futsal, na ala tinha um tal de Mandioca (que a meia dúzia da torcida insistia em gritar aipim), havia um vulgo franguinho que por incrível que pareça não era um dos goleiros (não que os goleiros não merecessem tal homenagem), e tinha também um tal Pinto que volta e meia aparecia no jogo, armando e penetrando. É sério gente, esse era alguns dos apelidos dos jogadores, ao menos algo que me prendia a atenção, porque futebol que é bom, nada!
Depois de alguns minutos gritos seriam para o Costela, mas esse é outro caso.
A partida começou às 10 e meia da noite, na noite mais fria do ano em Curitiba. Alguns colegas do trabalho apareceram para prestigiar os amadores, e um deles me ofereceu uma cerveja antes do jogo, e é claro que eu aceitei. Assim que distribuídos os coletes, entramos em formação no campo, e eu perdido. Tomamos logo a iniciativa da partida, fizemos 7 a 0 sem medo, e o adversário nervoso. Num lance importante, eu recebo a bola no meio campo, driblo dois jogadores, lanço o cabeça de área (estilo Romário), ele me devolve e eu capricho pro gol e gol. Depois de dois anos parados, senti novamente o verdadeiro prazer de fazer um gol. OH! ;)
E claro pra terminar fiz mais um. Quase que embaixo do travessão, no cruzamento do Júlio rente a linha de fundo, completei com a perna esquerda (a menos habilidosa), e ela entra sem problema. O tempo insistia pra passar, eu exausto em campo, volta e meia eu sentia o coração na boca, no fígado, na garganta e nas pernas principalmente. Com o time cansado o adversário começou a pressionar e a fazer gols, chegaram a encostar no placar, com 3 gols de diferença, mas a nossa equipe sempre foi mais superior, perdemos muitos gols é claro, enfim, acabou Visitantes 13 x Parolim 8.
Saí carregando o campo nas costas, e as pernas balançavam, pendiam, faltava força, foi duro. Mas segui firme e forte em direção de um outro gol, o banho. E outro gol, minha menina. E outro gol, nossa cama. Já que pela manhã mais fria do ano, tinha que acordar às 7 hrs da manhã. Acordei com um pressentimento que tinha esquecido algo, de fato havia. Esqueci a chave para abrir o parque. Tentei ligar para funcionários que estavam com as chaves e ninguém atendia. Já era de se esperar, às 7 hrs da manhã, num gelo, quase que geada de cortar a pele. Chamei um chaveiro 24 hrs, e ele me cobrou 40 reais para abrir dois cadeados, que ele abriu em menos de um minuto cada um, é sério! Enfim, depois de dois anos sem jogar bola, joguei na noite mais fria do ano. E pra trabalhar no dia seguinte na manhã mais fria do ano, eu paguei 40 reais.
É ou não é de pelar o saco.
PS: Esse texto terminou às 18:48 hrs (no trabalho).
