sábado, 16 de maio de 2009

Eu voltei!

Certamente quando o Júlio (um louco que trabalha comigo) me convidou pra jogar bola, eu pensei em não aceitar, mas fazia um bom tempo em que não mostrava a minha habilidade nas canchas de Curitiba e resolvi encarar. Não escondo que a minha ansiedade pré-jogo estava me incomodando. Estava preocupado em me preparar antes do jogo, correr, não beber, fumar menos e até entrar na academia. Só pensei.
Na sexta feira, dia do jogo, confesso que minha ansiedade aumentava, e o consumo de cigarros também. Então seja o que Deus quiser.
Eu realmente não sabia onde ficava a “quadra” de futebol, mas tinha a impressão que já estive lá. Dito e feito. Chegamos ao local, e a minha memória começou a reviver um presente no passado. Sério, eu já havia jogado, com meu primo e com alguns amigos, mas não lembro contra quem, assim é pedir demais para essa minha mente. Na mesma quadra que um dia eu passei, joguei e encantei os olhos dos espectadores que não entendem nada de futebol, estava rolando uma final de campeonato, digo, dois times pequenos, duelavam uma taça de plástico, parecia um jogo bem disputado, e a rivalidade parecia ser grande também, não sei donde eram os times e tive a impressão que era uma final de cursos faculdades. O que mais me chamou a atenção foram o nomes dos amadores no futsal, na ala tinha um tal de Mandioca (que a meia dúzia da torcida insistia em gritar aipim), havia um vulgo franguinho que por incrível que pareça não era um dos goleiros (não que os goleiros não merecessem tal homenagem), e tinha também um tal Pinto que volta e meia aparecia no jogo, armando e penetrando. É sério gente, esse era alguns dos apelidos dos jogadores, ao menos algo que me prendia a atenção, porque futebol que é bom, nada!
Depois de alguns minutos gritos seriam para o Costela, mas esse é outro caso.
A partida começou às 10 e meia da noite, na noite mais fria do ano em Curitiba. Alguns colegas do trabalho apareceram para prestigiar os amadores, e um deles me ofereceu uma cerveja antes do jogo, e é claro que eu aceitei. Assim que distribuídos os coletes, entramos em formação no campo, e eu perdido. Tomamos logo a iniciativa da partida, fizemos 7 a 0 sem medo, e o adversário nervoso. Num lance importante, eu recebo a bola no meio campo, driblo dois jogadores, lanço o cabeça de área (estilo Romário), ele me devolve e eu capricho pro gol e gol. Depois de dois anos parados, senti novamente o verdadeiro prazer de fazer um gol. OH! ;)
E claro pra terminar fiz mais um. Quase que embaixo do travessão, no cruzamento do Júlio rente a linha de fundo, completei com a perna esquerda (a menos habilidosa), e ela entra sem problema. O tempo insistia pra passar, eu exausto em campo, volta e meia eu sentia o coração na boca, no fígado, na garganta e nas pernas principalmente. Com o time cansado o adversário começou a pressionar e a fazer gols, chegaram a encostar no placar, com 3 gols de diferença, mas a nossa equipe sempre foi mais superior, perdemos muitos gols é claro, enfim, acabou Visitantes 13 x Parolim 8.
Saí carregando o campo nas costas, e as pernas balançavam, pendiam, faltava força, foi duro. Mas segui firme e forte em direção de um outro gol, o banho. E outro gol, minha menina. E outro gol, nossa cama. Já que pela manhã mais fria do ano, tinha que acordar às 7 hrs da manhã. Acordei com um pressentimento que tinha esquecido algo, de fato havia. Esqueci a chave para abrir o parque. Tentei ligar para funcionários que estavam com as chaves e ninguém atendia. Já era de se esperar, às 7 hrs da manhã, num gelo, quase que geada de cortar a pele. Chamei um chaveiro 24 hrs, e ele me cobrou 40 reais para abrir dois cadeados, que ele abriu em menos de um minuto cada um, é sério! Enfim, depois de dois anos sem jogar bola, joguei na noite mais fria do ano. E pra trabalhar no dia seguinte na manhã mais fria do ano, eu paguei 40 reais.
É ou não é de pelar o saco.

PS: Esse texto terminou às 18:48 hrs (no trabalho).

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Little Joy - How to hang Warhol

Little Joy
How to hang a Warhol

Momma, someday you'll be so proud of me
You'll see me hanging in the New York gallery
Someday i'm gonna draw from the left side of my brain
People are gonna ask, 'is it brilliant or plain?
'But as long as I don't know how to hang a Warhol
I keep sketching birds, that are all like herds.
Very simple and true, like, you know, when we doo doo
And if you like them, yeah. But if you don't, stop there'
Cause I really don't care
I said papa someday I'm gonna write a symphony, 48-piece band all dressed up like me
I said, I'll write someday the satyrs of old songsi'm gonna chill the marrow in their bones
But as long as I can't get into Carnegie HallI keep writing songs that are all my own
Very simple and dumb, like I always have done
If you like them, yeahBut if you don't, too bad'
Cause it's all I have
Ever since I met her, I keep thinking'
God, how great it is to play a guitar'
This way I feel that she's always with me'
Cause every other song's telling me that this time
Is about our love

Tradução

Little Joy
Fazer Como Um Warhol

Mamãe, algum dia você terá muito orgulho de mim.
Você me verá expondo na New York Gallery.
Um dia desses eu desenharei com o lado esquerdo do meu cérebro.
Pessoas me perguntarão, "isso é brilhante ou normal?" .
Mas já que eu não sei fazer como um Warhol.
Fico rascunhando pássaros, estão todos em revoadas.
Bem simples e verdadeiros, como, você sabe, a gente faz.
E se você gosta deles, yeahh. Mas se não gosta, pare onde está.
Pois eu realmente não me importo.
Eu disse, papai algum dia vou escrever uma sinfonia.
Banda de 48 peças, todos vestidos como eu.
Eu disse, um dia escreverei sátiras de sons antigos, vou arrepiar as medulas em seus ossos.
Mas enquanto eu não consiga entrar no Carnegie Halleu, fico escrevendo musicas que são todas minhas. Bem simples e tolas, como eu sempre fiz. Se você gosta, yeah. Mas se não gosta, uma pena. Porque isso é tudo que eu tenho.
Desde que eu a conheci, eu fico pensando Deus, como é ótimo tocar violão, dessa forma eu sinto que ela esta sempre comigo.
Por que toda musica está me dizendo que desta vez é sobre o nosso amor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Síndrome dos 30 - Parte Final.


...chegando em Curitiba, tudo para mim era novo. O povo seco, as ruas, os ônibus, as "baladas" (que até hoje eu frequento a mesma). Fiz outras amizades aqui, curitibanos "diferentes", e me diverti um bocado com um deles. Aprontamos tanto que até o diabo duvida.
Demorei pra conseguir um emprego, por falta de vontade, não por menos capacidade. Trabalhei no Paraná Pesquisas quase 10 horas por dia, de Domingo à Domingo, e me divertia quase que sozinho. Depois da época da eleição fiquei ao "relento", e consegui um emprego na Claro, como vendedor, é aqueles que ficam nas lojas em stands. Permaneci um mês e me chamaram pra trabalhar num escritório de contabilidade, na área onde eu tenho o maior tempo de registro em carteira e assim sucessivamente maior "experiência". Nesse meio tempo fui tercerizado numa multinacional, foi engraçado, eu no meio dessas pessoas de outros níveis, não maiores que o meu, mas subtende-se. Um bom aprendizado.
Depois de tudo isso fui pra FAS (Fundação de Ação Social) que deu-se início ao lugar onde me encontro agora. Fiquei quase um ano. Foi um trabalho bem interessante, saí pra dar uma passeada em MG. Resumindo, fui pra Minas, fiquei pro lá 5 meses, voltei. E um amigo me chamou pra fazer parte do Projeto Eco Cidadão, que atualmente estou.
Disso tudo que eu disse, uma das minhas maiores conquistas se chama Nádia. Que eu admirei sem se falar no primeiro e no segunto texto, e começou a fazer parte da minha vida nesse último texto e ...
Desde de um ano e poucos meses atrás, ela faz parte da minha vida e assim será daqui pra frente. E o que vem, só Deus sabe. Mas pretendo na certeza que vamos fazer histórias juntos, com muito amor e paz. Agradeço sempre aos céus a minha sorte. Tenho muita sorte em tudo que faço e tenho. Só tenho agradecer.
Obrigado!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Síndrome dos 30 - Parte 2.


...assim voltando para Itararé-SP, me matricularam na Escola Adventista, que eu quase me borrei pra passar de ano. Segui assim, mais interessado em jogar futebol do que qualquer outra coisa.
Por vontande própria comecei a trabalhar, bem cedo, logo as 13 anos de idade. Foi interessante, e colho os frutos até hoje por ter começado bem jovem.
Surgiram espinhas na cara, começou a aumentar o interesse por pessoas do sexo oposto, ligeramente me entorpecia, a experiência vinha e a paixão pela música desencadeou. Cresci como todos, sem muita diferença, nunca fui um gênio, tinha e tenho pavor de brigas (fugia na maioria delas), matei aulas diversas vezes, me pegaram matando aula noutras vezes. Foi suspenso do colégio, e quase expulso, salvo graças ao meu teatro para antiga professora que tinha vários tiques hilários. No colegial fui para uma escola pública, fiz amizades não muito legais, e outras pro resto da vida. Banquei o espertalhão e quase me quebrei. Ao longo desses anos, continuava no mesmo emprego, já tinha sido promovido a escriturário, mas minhas loucuras só aumentava. Montei uma banda com meus irmãos de coração, me diverti um bocado. Bebi incontáveis litros de conhaque, ofereci num show beneficiente a musica Rock das Aranhas para filha do Prefeito, que boatos diziam que ela era gay. Com uma canção minha toquei num concurso da MTV. Ensaiava quase todos os dias no estúdio em casa, arrumei briga com os vizinhos maçons, domingo a tarde era de praxe a polícia vim pedir pra parar com o barulho, enfim épocas boas nada apaga da nossa memória.
Com toda essa loucura, passei num pequeno concurso pra o Banco Bradesco, eu não levava fé. Trabalhava de dia e a noite era no bar, com violão e amigos. Certo dia eu saindo do banco, logo após o expediente fui pra casa e sem trocar de roupa, peguei o violão e fui pro bar do Santo. Pelo caminho encontrei uma das minhas clientes, e ela me perguntou se era evangélico. E eu muito simpático respondi:
- Não dona Zélia, eu sou roqueiro.
Pedi acerto do banco, e me mandei pra Curitiba.
Continua no próximo e último texto.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Síndrome dos 30 - Parte 1.

O tempo passa né. E como, eu digo. Antes eu era aquele piazinho da foto do Orkut e hoje berando os meus trintinha, que coisa louca.
Antes de tudo quero te dizer que tudo que aconteceu nesse meus quase 30 anos, nada foi por acaso e muito menos por coincidência. Nos meus erros tenho uma boa parcela de culpa, nos meus acertos uma boa parcela de sorte, e por Deus é claro que nunca me abandonou apesar de eu ter abandonado a igreja. Mas a igreja é um outro assunto, se bem que, não sei de que assunto se trata.
Nada precoce em tudo, fui crescendo aos poucos. Comecei descobrindo o que a vida tinha de bom, e também o que tinha de ruim. Conheci a paixão, e com ela veio o ciúme, ganhei muito com muita sorte e aprendi a perder com muito sacrifício. Na minha infância não poderia ter sido num melhor lugar. Nasci e cresci na cidade de Itararé - SP, lá foi minha escola. Desbravei matas, matei trabalho na Barreira, joguei futebol nas manhãs de incomparáveis domingos no antigo Bancarios, passava a milhão no chuverinho gelado da piscina dos "grandes". Aprendi a nadar sem medo, numa vez só, pulei e saí nadando, com medo das represálias dos meu amigos, que todos sabiam nadar. Matei a fome com as coxinhas do bar do Sabiá, joguei pimbolim, ping e pong, sinuca, bocha, tênis, pega-pega (não sei se o hífen nesse caso foi extinto com essa nova regra ortográfica), pega esconde, bike cross na pistinha lá no fundo do clube e mais uma porção de brincadeiras que agora não me lembro. Foram verdadeiros anos incríveis, daqueles que numa boa bebedeira com os amigos é de escorrer lágrimas só de lembrar. Estudei no colégio Adventista, fui "comportado" até então. Antes disso tudo, morei acho que uns quatro anos em São Paulo, quebrei o braço direito uma vez, quebrei os dois braços de uma vez, quebrei o dente, caí uma dezena de vezes de bicicleta. Era o terror do prédio onde morava, qualquer acontecimento fora do normal no condomínio, quem era o culpado?
Dois incêndios no prédio que eu não me esqueço, morávamos no décimo quarto andar, o alarme do prédio estava estragado, o fogo já havia sido apagado, quando a minha mãe abriu a porta do apartamento e viu aquela fumaça toda, descemos correndo pela escada eu e minha mãe, com um pano de prato molhado no meu rosto, pra não me intoxicar, e todos aqueles brutamontes com o instinto de sobrevivência, só de lembrar me causa arrepios. No outro não foi tão grave assim, mas me lembro muito bem. Voltei pra minha cidade natal...
Continua no próximo texto.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sonhos e sonho.

Desde meu tempo de guri (bah tchê), tenho um sonho que volta e meia me persegue. Sonho que tenho o poder de voar.
No início desses meus desprendimentos, bem ainda cedo e sem controle sobre esse meu poder, tinha medo de levantar vôo com alturas maiores, conseguia ficar no máximo um metro do chão mesmo assim a sensação é indescritível. Com o passar do tempo comecei a dominar essa capacidade sobrenatural. Busquei voar mais alto, não ainda com total segurança, mas me sentia mais confiante. Nesse meu último transcender, ficou claro a minha busca por algo inatingível, fazer possível o impossível, sinto que sou capaz de tudo, e tudo flui a meu favor (se assim desejar) ou contra mim (se assim quiser). Cito esse meu sonho por ver as mudanças da minha vida, como tudo ocorreu nesses 29 anos. Comecei como na maioria das crianças do sexo masculino, sonhava em ser jogador de futebol, que sem falsa modéstia eu batia um bolão. Depois por intermédio da paixão e pra ser diferente de todos, conheci a música, e amei todos aqueles que faziam arte. Me apaixonei completamente, tanto que arrisquei com acordes simples compor canções e ponto final. Montei uma banda com meus grandes amigos, fizemos vários shows. E claro, sonhamos juntos, todos acreditavam, e eu por fim parti os corações deles. Sinto muito por isso.
Continuei a sonhar com o reconhecimento, mas agora com os pés no chão e com outros integrantes.
Confirmo que ainda sonho com isso, mas agora é pessoal, nada mais de realização pessoal. E como o tempo passa. Agora os meus sonhos são mais simples, sonho em formar uma família (acredite se quiser), sonho em ter um não mas uma dúzia de piá. E todos Tricolores de coração. Meus sonhos são de todos sinceros, jamais quis atropelar ou quebrar um sonho de um sonhador. Pelo contrário sempre incentivei, e isso faz de mim um incentivador sonhador. Pois não sou único.

" You may say i'm a dreamer, but Im not the only one. I hope some day you'll join us, and the world will live as one "
Imagine - John Lennon

" Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade. "
Prelúdio - Raul Seixas

Bons sonhos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ressaca 2008.

Chego em 2009 com uma ressaca de 2008. Sinto que nada mudou. Não que eu esteja descrente com a perspectiva de algo bom, ou que minha fé acabou, o que eu sinto é a falta de sensibilidade das pessoas. Na virada do ano (que pra variar eu passei virado no goró), não lembro de nada que aconteceu até o fim de 2008, apaguei no início do ano novo e minha imaginação fértil criou uma situação não muito agradável (faltou água mas era dia e na noite ainda não tinha). Afinal todos (na maioria) estão felizes com a chegada do novo ano, alguns pulam 7 ondas e para cada salto um pedido, outros rezam a Iemanjá (cada qual com sua crença), alguns fazem listas de pedidos, eu acho que devemos no mínimo é agradecer. Vivo num país que não está em "guerra", vivo numa cidade que não sofre com enchentes, tenho onde dormir, o que comer e uma família, é uma família! Não sei então o porque de tanta esperança, se a esperança é a última que morre, porque eu ainda não encontrei ela viva, está?...(se alguém souber do seu paradeiro, favor, me mande uma mensagem). É verdade, entro totalmente descrente comigo em especial, nesse ano bom. Bom, acho que nunca esperei nada além de paz ou encontrarei paz no além. Sabe Deus! Mas nada foi de todo ruim nesse ano velho que passou. Vivi muita coisa boa, chorei quase o número de dedos da minha mão direita ou da esquerda, bebi o número de vezes do ano novo, e pra contar o quanto fumei melhor o número de carteiras, quase não joguei futebol, torci feito louco para meu time ser pela terceira vez consecutiva campeão Brasileiro, compus algumas canções, me emocionei com muitas outras, rezei agradecendo todos os dias (quase todos), admirei a lua e numa delas Júpiter e Vênus deram o ar de suas graças, confirmei inúmeras vezes meu amor pela garota que agora vive ao meu lado, disse eu te amo pela primeira vez com o coração, quase me perdi uma centena de vezes, errei um número razoável de vezes para aprender, li alguns livros (muito pouco pra mim), acessei o Orkut comparável ao números de estrelas que compõe o céu, assisti dezenas de filmes, briguei com minha mãe várias vezes (sem motivo na maioria delas), mudei de estado e voltei, fui pra praia duas vezes. Não pintei um quadro, não recitei um poema, deixei a desejar o número de vezes que tomei banho de chuva, não fui ao cinema o quanto deveria, não fui a Igreja, não abracei e muito menos plantei uma árvore, não dei esmolas e nem ajudei quem necessitava, não visitei um hospital de crianças, não fiz trabalho voluntario, continuei me enganando, não reciclei, não matei, não raspei o cabelo, não fiz a barda todos os dias, trabalhei muito pouco, não confiei o necessário e fiz 29 anos. De tudo isso, apesar da pouco esperança, tenho certeza que vou melhorar. Não vou mudar o que penso sobre tudo, mas aceito uma visão nova com fundamento sobre nada(chama Sócrates).
Desejo Paz.