...assim voltando para Itararé-SP, me matricularam na Escola Adventista, que eu quase me borrei pra passar de ano. Segui assim, mais interessado em jogar futebol do que qualquer outra coisa.
Por vontande própria comecei a trabalhar, bem cedo, logo as 13 anos de idade. Foi interessante, e colho os frutos até hoje por ter começado bem jovem.
Surgiram espinhas na cara, começou a aumentar o interesse por pessoas do sexo oposto, ligeramente me entorpecia, a experiência vinha e a paixão pela música desencadeou. Cresci como todos, sem muita diferença, nunca fui um gênio, tinha e tenho pavor de brigas (fugia na maioria delas), matei aulas diversas vezes, me pegaram matando aula noutras vezes. Foi suspenso do colégio, e quase expulso, salvo graças ao meu teatro para antiga professora que tinha vários tiques hilários. No colegial fui para uma escola pública, fiz amizades não muito legais, e outras pro resto da vida. Banquei o espertalhão e quase me quebrei. Ao longo desses anos, continuava no mesmo emprego, já tinha sido promovido a escriturário, mas minhas loucuras só aumentava. Montei uma banda com meus irmãos de coração, me diverti um bocado. Bebi incontáveis litros de conhaque, ofereci num show beneficiente a musica Rock das Aranhas para filha do Prefeito, que boatos diziam que ela era gay. Com uma canção minha toquei num concurso da MTV. Ensaiava quase todos os dias no estúdio em casa, arrumei briga com os vizinhos maçons, domingo a tarde era de praxe a polícia vim pedir pra parar com o barulho, enfim épocas boas nada apaga da nossa memória.
Com toda essa loucura, passei num pequeno concurso pra o Banco Bradesco, eu não levava fé. Trabalhava de dia e a noite era no bar, com violão e amigos. Certo dia eu saindo do banco, logo após o expediente fui pra casa e sem trocar de roupa, peguei o violão e fui pro bar do Santo. Pelo caminho encontrei uma das minhas clientes, e ela me perguntou se era evangélico. E eu muito simpático respondi:
- Não dona Zélia, eu sou roqueiro.
Pedi acerto do banco, e me mandei pra Curitiba.
Continua no próximo e último texto.

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