quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Síndrome dos 30 - Parte 1.

O tempo passa né. E como, eu digo. Antes eu era aquele piazinho da foto do Orkut e hoje berando os meus trintinha, que coisa louca.
Antes de tudo quero te dizer que tudo que aconteceu nesse meus quase 30 anos, nada foi por acaso e muito menos por coincidência. Nos meus erros tenho uma boa parcela de culpa, nos meus acertos uma boa parcela de sorte, e por Deus é claro que nunca me abandonou apesar de eu ter abandonado a igreja. Mas a igreja é um outro assunto, se bem que, não sei de que assunto se trata.
Nada precoce em tudo, fui crescendo aos poucos. Comecei descobrindo o que a vida tinha de bom, e também o que tinha de ruim. Conheci a paixão, e com ela veio o ciúme, ganhei muito com muita sorte e aprendi a perder com muito sacrifício. Na minha infância não poderia ter sido num melhor lugar. Nasci e cresci na cidade de Itararé - SP, lá foi minha escola. Desbravei matas, matei trabalho na Barreira, joguei futebol nas manhãs de incomparáveis domingos no antigo Bancarios, passava a milhão no chuverinho gelado da piscina dos "grandes". Aprendi a nadar sem medo, numa vez só, pulei e saí nadando, com medo das represálias dos meu amigos, que todos sabiam nadar. Matei a fome com as coxinhas do bar do Sabiá, joguei pimbolim, ping e pong, sinuca, bocha, tênis, pega-pega (não sei se o hífen nesse caso foi extinto com essa nova regra ortográfica), pega esconde, bike cross na pistinha lá no fundo do clube e mais uma porção de brincadeiras que agora não me lembro. Foram verdadeiros anos incríveis, daqueles que numa boa bebedeira com os amigos é de escorrer lágrimas só de lembrar. Estudei no colégio Adventista, fui "comportado" até então. Antes disso tudo, morei acho que uns quatro anos em São Paulo, quebrei o braço direito uma vez, quebrei os dois braços de uma vez, quebrei o dente, caí uma dezena de vezes de bicicleta. Era o terror do prédio onde morava, qualquer acontecimento fora do normal no condomínio, quem era o culpado?
Dois incêndios no prédio que eu não me esqueço, morávamos no décimo quarto andar, o alarme do prédio estava estragado, o fogo já havia sido apagado, quando a minha mãe abriu a porta do apartamento e viu aquela fumaça toda, descemos correndo pela escada eu e minha mãe, com um pano de prato molhado no meu rosto, pra não me intoxicar, e todos aqueles brutamontes com o instinto de sobrevivência, só de lembrar me causa arrepios. No outro não foi tão grave assim, mas me lembro muito bem. Voltei pra minha cidade natal...
Continua no próximo texto.

Um comentário:

  1. O AMOR
    Amo o amor que se reparte
    em beijos, leito e pão.
    Amor que pode ser eterno
    mas pode ser fugaz.
    Amor que se quer liberar
    para seguir amando.
    Amor divinizado que vem vindo
    Amor divinizado que se vai.

    Pablo Neruda

    Passei para desejar-lhe um final de semana cheio de amor e felicidade.
    Abraços

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