segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ressaca 2008.

Chego em 2009 com uma ressaca de 2008. Sinto que nada mudou. Não que eu esteja descrente com a perspectiva de algo bom, ou que minha fé acabou, o que eu sinto é a falta de sensibilidade das pessoas. Na virada do ano (que pra variar eu passei virado no goró), não lembro de nada que aconteceu até o fim de 2008, apaguei no início do ano novo e minha imaginação fértil criou uma situação não muito agradável (faltou água mas era dia e na noite ainda não tinha). Afinal todos (na maioria) estão felizes com a chegada do novo ano, alguns pulam 7 ondas e para cada salto um pedido, outros rezam a Iemanjá (cada qual com sua crença), alguns fazem listas de pedidos, eu acho que devemos no mínimo é agradecer. Vivo num país que não está em "guerra", vivo numa cidade que não sofre com enchentes, tenho onde dormir, o que comer e uma família, é uma família! Não sei então o porque de tanta esperança, se a esperança é a última que morre, porque eu ainda não encontrei ela viva, está?...(se alguém souber do seu paradeiro, favor, me mande uma mensagem). É verdade, entro totalmente descrente comigo em especial, nesse ano bom. Bom, acho que nunca esperei nada além de paz ou encontrarei paz no além. Sabe Deus! Mas nada foi de todo ruim nesse ano velho que passou. Vivi muita coisa boa, chorei quase o número de dedos da minha mão direita ou da esquerda, bebi o número de vezes do ano novo, e pra contar o quanto fumei melhor o número de carteiras, quase não joguei futebol, torci feito louco para meu time ser pela terceira vez consecutiva campeão Brasileiro, compus algumas canções, me emocionei com muitas outras, rezei agradecendo todos os dias (quase todos), admirei a lua e numa delas Júpiter e Vênus deram o ar de suas graças, confirmei inúmeras vezes meu amor pela garota que agora vive ao meu lado, disse eu te amo pela primeira vez com o coração, quase me perdi uma centena de vezes, errei um número razoável de vezes para aprender, li alguns livros (muito pouco pra mim), acessei o Orkut comparável ao números de estrelas que compõe o céu, assisti dezenas de filmes, briguei com minha mãe várias vezes (sem motivo na maioria delas), mudei de estado e voltei, fui pra praia duas vezes. Não pintei um quadro, não recitei um poema, deixei a desejar o número de vezes que tomei banho de chuva, não fui ao cinema o quanto deveria, não fui a Igreja, não abracei e muito menos plantei uma árvore, não dei esmolas e nem ajudei quem necessitava, não visitei um hospital de crianças, não fiz trabalho voluntario, continuei me enganando, não reciclei, não matei, não raspei o cabelo, não fiz a barda todos os dias, trabalhei muito pouco, não confiei o necessário e fiz 29 anos. De tudo isso, apesar da pouco esperança, tenho certeza que vou melhorar. Não vou mudar o que penso sobre tudo, mas aceito uma visão nova com fundamento sobre nada(chama Sócrates).
Desejo Paz.

2 comentários:

  1. Como vc escreve bem filho,gostei do seu texto.

    Esperança existe sim filho,só vc não pode deixar de acreditar nela,dizem que ela é a última que morre,mas a sua avó diz que ela morre(rs).
    Nunca perca a esperança de nada,caso contrário a vida perde sentido.
    2009 com muita saúde,paz,amor e gdes realizações filho.
    Te amo.

    beijooo.

    ResponderExcluir
  2. A sinceridade do seu texto é ótima e até um pouco sarcástica em alguns parágrafos.
    Você plantar um árvore ou não, não te fará um homem melhor ou pior, nem sempre atitudes boas são reconhecidas.
    Agora o fato de você correr atrás do busão, escorregar na chuva, isso sim é motivo para comentário, besta é claro.
    A humanidade é engraçada, triste e estranha, as vezes atuamos no palco da vida, as vezes ficamos na platéia assistindo a tudo que acontece debaixo do nosso nariz.
    A vida nada mais é que um espetáculo, onde nós somos os protagonistas e fazemos nossa estória como quando e onde queremos.

    Obs: Fiz um comentário ontem mas não foi, fica esse.
    Beijo*

    ResponderExcluir